Parabéns Corinthians !!!!!

Publicado: 01/09/2010 em curiosidades

 

centenário

Um século da mais fina maloqueragem !!!!

Por SERGIO MURILO

“…Ser corinthiano é ir além

De ser ou não ser o primeiro.

Ser corinthiano é ser também

Um pouco mais brasileiro.”

Toquinho

Dia 1º de setembro de 1910, sob a luz de um lampião um grupo de cinco operários do bairro paulistano do Bom Retiro decidiu criar um time de futebol.

Numa época em que os campeonatos oficiais eram exclusividade de equipes aristocráticas, os pintores de parede Joaquim Ambrósio e Antonio Pereira, o sapateiro Raphael Perrone, o cocheiro Anselmo Correa e o trabalhador braçal Carlos Silva, fizeram a paixão pelo futebol falar mais alto: nascia ali, o Sport Club Corinthians Paulista.

Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time – profetizou seu primeiro presidente Miguel Bataglia.

Ao longo destes 100 anos, o time que nasceu no futebol de várzea ganhou no campo maturidade e respeito dos adversários, colecionou títulos, foi do épico ao trágico, cresceu nos momentos de dificuldade e acabou por extrapolar o limite das quatro linhas, influenciando na cultura, nos costumes e participando ativamente do processo de redemocratização do País.

Por tudo isso, diferente de outras agremiações que tem uma torcida, o Corinthians é uma torcida que tem um time. Para nós fieis torcedores, apenas o Corinthians nos basta!

De Neco, o primeiro grande ídolo a vestir a camisa alvinegra, outros gigantes tiveram passagem marcante pelo Campeão dos Campeões, como Claudio Cristovão Pinho “o gerente”, Luizinho Trujillo o “bailarino”, Roberto Rivelino inspiração para Maradona, o deus da raça Zé Maria, o bico de chuteira salvador de Basílio, o toque refinado do Dr. Sócrates, Biro-Biro a nossa cara, o incansável Vladimir, o maestro Neto, o goleiro-torcedor Ronaldo, o pé-de-anjo de Marcelinho Carioca, a garra argentina de Tevez e, mais recentemente, o artilheiro de todas as Copas, Ronaldo Fenômeno.

Cada um dos mais 30 milhões de torcedores que fazem parte desta nação tem seus ídolos preferidos, suas histórias e emoções.

Afinal, a sina de ser corinthiano passa de pai para filho, como uma herança bendita de torcer até o último segundo pelo imponderável, desprezar o favoritismo, vestir a armadura de São Jorge guerreiro, viajar por milhares de quilômetros a fio e não esmorecer ante as dificuldades.

São poucos os times que contam com uma torcida que de tão apaixona cresce até na adversidade e com justiça leva o nome de FIEL.

Das anedotas do folclórico Vicente Matheus, a coragem de estampar no distintivo, criado pelo pintor modernista Francisco Rebolo, a bandeira paulista em pleno Estado Novo, a fé e a gozação que uniu os fieis torcedores através de um jejum de títulos por longos 23 anos, atitudes da Democracia Corinthiana nos Anos de Chumbo e a ligação intrínseca entre a arte e o futebol protagonizada no Carnaval pelo Grêmio Gaviões da Fiel.

Torcida que merece um parêntese, pois criada por Chico Malfitani, Flavio Laselva, entre outros, teve a  coragem de estampar uma bandeira cobrando a anistia ampla, geral e irrestrita, em 1977, e que colocou no palanque das Diretas Já os ídolos Sócrates e Casagrande.

Isso é Corinthians, um misto de fé, folclore, música, paixão, política…

Somos um bando de loucos que, em 1976, promoveram a “invasão do Maraca”, no dia 5 de dezembro, quando dezenas de milhares de torcedores alvinegros viajaram para o Rio de Janeiro para assistir o confronto com o Fluminense.

Soberanos do Paulistão, o campeonato estadual mais disputado do País.

Campões do Mundo pela FIFA, tetracampeões brasileiros, três vezes vencedores da Copa do Brasil.

O time a ser batido, o visitante inconveniente, pois o nosso verdadeiro estádio está nos corações dos nossos fieis torcedores espalhados por todo o Brasil.

Paixão não se explica, se vive, se canta em verso e prosa, entoando cânticos nas arquibancadas lotadas, empurrando o time sem parar, fazendo a história no futebol e no cotidiano de cada um de nós fieis torcedores.

Como disse Toquinho, mais do que ser primeiro e ser um pouco mais brasileiro.

Agradeço a vida por ter nascido “Corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus!”

Sergio Murilo – assessor parlamentar

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